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TAG – LEITOR / ESCRITOR

ENTREVISTADO

Meg Mendes é diretora literária da Arkanus Editorial e assistente editorial na Cartola Editora. Autora dos livros “Novos Contos, Nada de Fadas!”e“Devaneios Literários”, faz parte do “Clube dos Cinco”, membro da ABERST,  organizadora de antologias e é também colaboradora do selo A Arte do Terror. 

LEITOR

Qual o livro que marcou sua vida? Por quê?

“Alice no País das Maravilhas”, eu conheci o livro quando ainda criança, numa versão simplificada e fiquei encantada com a possibilidade de viajar para outros mundos. Sempre imaginei ser possível viajar para terras mágicas como o País das Maravilhas, mas hoje percebo que a magia está em todos os lugares.

Qual seu estilo literário preferido?

Gosto muito de fantasia, mas leio bastante gêneros: chick-lit, romance, aventura, steampounk, suspense, darkfantasy.

Cite um livro que todo mundo ama e você odeia.

Cinquenta Tons, muita gente gosta. Não consigo gostar, nem do livro, nem do filme.

Cite um lugar que você quis ou quer conhecer por causa de um livro.

São vários lugares, na verdade. Nova Orleans e Paris, por causa da série de livros “As Crônicas Vampirescas” de Anne Rice. Oklahoma, por causa da série de livros “Houseof Night” das autoras P.C. e Cast e Kristin Cast.

Melhor escritor de todos os tempos

Muito difícil escolher um, então vou citar alguns que gosto muito: Anne Rice, André Vianco, Carolina Mancini, Alane Brito, Rick Riordan, P. C. Cast, Alisson Nöel.

Cite um livro que te deu muito medo.

“A besta” de Roslun&Hellström. Este não é um livro de terror, mas ele fala de um psicopata pedófilo, e é o livro que me causou mais medo, até hoje, pelo simples fato de ser uma pessoa fazendo atrocidades.

Cite um livro que te fez chorar.

Um livro que me fez chorar e muito foi “Extraordinário” de R. J. Palacio

Um livro que você leu para ou com os seus filhos.

Não tenho filhos, mas já li para minha sobrinha neta o livrinho chamado “Pedro vira porco-espinho”, ela ama esse livro.

Um autor que você é fã de carteirinha

Sou fã de muitos autores, nacionais e internacionais, mas a que sou fã de carteirinha é minha amiga Carolina Mancini.

ESCRITOR

Como foi o processo para você se tornar escritor?

Comecei a escrever com 15 anos, nessa época eu estava indo para o ensino médio. Tinha recém descoberto os livros que não eram nem de “criancinha” nem clássicos “chatos” (na época eu achava chato, com os anos, aprendi a apreciar), me apaixonei. No início era só um passatempo, entre uma aula e outra, mas me vi escrevendo mais, até que em 2017, já tendo passado anos escrevendo e guardando, resolvi arriscar e enviar um texto para uma seleção.

Qual o estilo de escrita que você se identifica mais?

Fantasia é o gênero que mais escrevo, desde coisas mais fofas, até as mais sombrias. 

Qual sua maior decepção como escritor?

Acredito que eu não tenha nenhuma grande decepção, graças aos deuses!

O que te traz mais prazer na escrita?

É escrever, mesmo que ninguém vá ler, mesmo que eu não publique aquele texto, mas tirá-lo da minha mente e tentar transformá-lo em uma história coerente.

Você tem um ritual na hora de escrever?

No início eu escrevia muito em cadernos, como escrevo contos, não fica tão difícil. Gosto de sentar na frente da TV enquanto escrevo. Parece que a história flui melhor, eu penso melhor nas palavras que quero usar.

Qual dos seus trabalhos te deu mais prazer?

A antologia “Aventuras no País das Maravilhas”, lançada em 2019. Eu gosto muito da obra de Lewis Carroll, o resultado desse projeto ficou muito lindo.

Você já foi reconhecido na rua, ou em um evento?

Sim, estava em um evento quando uma moça chegou perto de mim, eu estava com outros autores e no início imaginei que ela estivesse falando com outra pessoa quando falou: “Oi, eu li seu conto, você me dá um autógrafo?”. Eu só percebi que era comigo mesmo, quando ela esticou uma caneta e tirou o livro da bolsa.

Você gosta de personagens padrões (o protagonista perfeitinho, a protagonista linda e delicada, o antagonista feio e mal) ou prefere se arriscar com o novo?

Acho que ninguém é perfeito, por que os personagens seriam? Uma das minhas, a Luna, é uma pessoa chata, reclamona, quando pensei nela tentei colocar uma personalidade que eu vejo por aí, mas que as pessoas evitam para personagens principais. Ela é muito humana. Personagens perfeitinhos são mito lineares, e não somos assim!

Você prefere publicar por editora ou a liberdade de ser um autor independente?

Gosto das duas coisas, eu publico meus livros pela Arkanus Editorial, que em tese é minha e do meu marido. Nos meus livros solo, tenho total liberdade para escolher o que eu quero. Já para as antologias, participo de várias com muitas editoras diferentes, isso me ajuda a conhecer um pouco mais do que e de como cada uma faz.

Quais seus próximos projetos?

Atualmente estou organizando duas antologias e já tenho previsão para mais duas até o final deste ano. Tenho um projeto em andamento que ainda é segredo. Para livros solo, quero trazer a Luna (minha protagonista chata) a vida e fazer o volume 2 do “Novos Contos, Nada de Fadas!”. 

2 Comentários

  1. Meg Mendes disse:

    Muito obrigada pela oportunidade ♥♥♥

  2. Naiane Nara disse:

    Que entrevista maravilhosa!

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