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ENTREVISTADO

ERISVALDO CORREIA

Mini biografia.

Nasceu em Embu das Artes. Publicou dois livros de poesia (Caminhos Escritos – 2009) e (Somente Palavras – 2011). Vem se dedicando a escrita de contos na internet (Wattpad). Participou de algumas antologias de poesias e das antologias “Horror Show”“A sociedade dos Corvos – Volume 2”, “Aventuras no País das Maravilhas”. Autor do Livro de suspense e terror “Contos Sombrios”.Além de escritor, é Editor e Terapeuta.

LEITOR

Qual o livro que marcou sua vida? Por quê?

Para mim foi o Os Três Mosqueteiros de Alexandre Dumas, em sua versão integral que eu li nos tempos de colégio. Foi o primeiro livro que eu li sem ser obrigado pelas aulas de literatura e a imersão que tive na leitura foi completamente diferente de tudo que eu já havia sentido. Foi também o primeiro livro que eu li inteiro sem abandonar no meio.

Qual seu estilo literário preferido?

Eu amo gênero do Terror. O medo é algo que desperta nossa mente para os aspectos mais sombrios que existem dentro de nós e permite que entendamos a realidade a nossa volta.

Cite um livro que todo mundo ama e você odeia.

Senhor dos Anéis.

Cite um lugar que você quis ou quer conhecer por causa de um livro.

Sou louco para conhecer a Romênia por conta do Drácula.

Melhor escritor de todos os tempos

Para mim sempre será o Edgar Alan Poe, que conseguiu colocar em palavras todas as sensações inerentes dos seres humanos.

Cite um livro que te deu muito medo.

Acredito que até hoje não cheguei a ter medo com alguma história em livro, o que mais sinto mesmo em histórias de terror, é tristeza quando algum personagem querido por mim, sofre.

Cite um livro que te fez chorar.

A Casa, do André Vianco. Esse livro mexeu tanto com meu emocional, que mesmo sabendo da história, nas outras vezes que eu reli, foi impossível não chorar.

Um livro que você leu para ou com os seus filhos.

Bom eu não tenho filhos, mas adorei ler um pequeno livro infantil com minha sobrinha neta chamado “Pedro vira Porco Espinho”. Ela adorou e pediu pra reler várias vezes.

Um autor que te surpreendeu

O escritor Carlos de Paula, do qual virei amigo depois da leitura.

Um autor que você é fã de carteirinha

Dan Brown, sem dúvida!

ESCRITOR

Como foi o processo para você se tornar escritor?

Eu comecei publicando poesias na internet, no site do Recanto das Letras em 2007. Após dois anos, alguns leitores que conquistei nesse portal me sugeriram que eu fizesse um livro reunindo minhas poesias e frases.

Qual o estilo de escrita que você se identifica mais?

Eu venho da poesia, e mesmo nela, sempre fui muito ligado ao estilo sombrio, poesias fúnebres, dark. Hoje eu escrevo contos de suspense e terror.

Qual sua maior decepção como escritor?

Ainda não ter conseguido escrever finalizar minha primeira história não poética. É algo que esta guardado nos arquivos há anos, e sem final. Já mexi no começo e no meio da história diversas vezes, mas até hoje ela não foi finalizada. E mesmo que eu nunca publique ela oficialmente, espero um dia conseguir dar um rumo no desfecho da trama.

O que te traz mais prazer na escrita?

Dar a possibilidade das pessoas se desligarem dos tormentos da realidade por alguns instantes e mergulharem em um mundo de possibilidades.

Você tem um ritual na hora de escrever?

Não, eu sou mais do tipo preciso ou quero escrever algo. Vou até o notebook e deixo a loucura (rsrs) fluir.

Qual dos seus trabalhos te deu mais prazer?

Para mim foi o conto “Nunca mais esqueça” na antologia Aventuras nos pais das Maravilhas” pois apesar do traço sombrio (que não poderia faltar em uma história minha), ele permeia o gênero da fantasia (qual eu raramente escrevo).

Você já foi reconhecido na rua, ou em um evento?

Ainda não tive esse prazer.

Você gosta de personagens padrões (o protagonista perfeitinho, a protagonista linda e delicada, o antagonista feio e mal) ou prefere se arriscar com o novo?

Eu raramente trabalho com personagens dessa forma. Quando escrevo uma história que tenha vários personagens e posso dividir, entre principal e antagonista, eu deixo fluir e ver o que sai, sem me apegar a padrão. Mas em minhas histórias, podemos dizer que meu padrão é quase sempre colocar um narrador em primeira pessoa, vivendo alguma tortura mental.

Você prefere publicar por editora ou a liberdade de ser um autor independente?

Depende muito. Como tenho minha própria editora hoje me sinto mais a vontade com isso. Publico independente mais o formato digital, mas para mim não faço distinção entre o trabalho com vinculo ou não.

Quais seus próximos projetos?

Tenho me dedicado a alguns contos, e pretendo retomar um antigo projeto de literatura steampunk com um misto de terror. Mas não tenho muita pressa. Sempre acreditei que uma história tem seu tempo certo, então vou continuar mexendo neles por um tempo ainda. Enquanto isso, quero ver se termino um pequeno projeto de literatura policial que iniciei há um ano e havia deixado de lado em virtude de finalizar o processo de publicação do livro Contos Sombrios.

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